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Politec de AF está sucateada e abandonada pelo Estado Destaque

Politec de AF está sucateada e abandonada pelo Estado Foto: Eliza Gund

 


“É frustrante  receber o usuário apenas para dizer que não temos material para atender a necessidade dele”, desabafou um dos peritos.

 

Eliza Gund
Recentemente a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apresentou, a nível de estado, as condições das estruturas físicas em todas as unidades. Em Alta Floresta, a situação não é diferente, faltam materiais dos mais técnicos aos mais básicos, estrutura física precária e falta de efetivo são alguns pontos apresentados pelos servidores, que ainda sofrem com a falta de segurança.
Instalada no município desde 2009, a Politec, antes disso realizava atendimentos em salas dentro da própria delegacia municipal, contava com dois servidores, em 2014 quatro novos servidores chegaram ao município para atender a demanda da região, o efetivo atingiu seis servidores estaduais. No entanto, os dois peritos foram removidos sem reposição, ficaram quatro. Um deles foi cedido para a Secretaria de Cidades, desde então apenas três peritos atendem as ocorrências agora. Destes, um está em período de férias, outro em licença não está fazendo atendimentos externos, restando apenas um para os plantões.
De acordo com o sindicato da categoria, não tendo o número suficiente de peritos, a escala de 24h por 72h não fecha. Numa hipótese de que ninguém fique doente ou tire férias, o número mínimo de profissionais para atender a demanda dos sete municípios atendidos, entre Nova Canaã do Norte e Apiacás, teria de ser oito servidores.
Uma das poucas unidades do estado que possuem sede própria, as precariedades provocadas pela falta de manutenção são evidentes. Desde mofo nas paredes provocadas pelas infiltrações, até a falta de lâmpadas. Um temporal caído em Alta Floresta no início da semana provocou, inclusive, danos e a perca de sinal de telefone e internet na unidade. No prédio construído para funcionar o Instituo Médico Legal (IML), funcionam também os laboratórios de Criminalística e Identificação.
Os peritos relatam que há cerca de um ano a Politec enfrenta dificuldades para realizar exames dos mais simples, como o de alcoolemia, por falta de reagentes. Além da falta de EPI (Equipamento de Proteção Individual), que expõe a saúde dos servidores, materiais como reagentes, lanterna ultravioleta, luvas, copos descartáveis, açúcar e café, são adquiridos pelos próprios servidores para continuarem o mínimo de atendimento ao público.
Desde a semana passada o órgão não está emitindo o documento de identidade RG, por falta de protocolo, o papel onde é feita a coleta das impressões digitais. O fluxo de pessoas é intenso em busca de confeccionar o documento, tendo em vista a necessidade dele para a matrícula e rematrícula escolar, que exige do aluno o RG. Como outras necessidades. “É frustrante  receber o usuário apenas para dizer que não temos material para atender a necessidade dele”, desabafou um dos peritos. Além da falta de materiais, a ausência de alguns softwares também é citada como fato que pode limitar atuação dos profissionais.
Outra situação apontada por peritos da unidade de Alta Floresta, é uma área de reserva ao lado do prédio. Com o início do período chuvoso, animais peçonhentos e serpentes buscam abrigo, encontrando no prédio o local para fugir das águas. Uma das fotos anexas mostra uma cobra coral, que se abrigou em um pano disponibilizado na porta para evitar que a água da enxurrada entre na unidade, assim oferecendo risco de acidente não somente aos servidores, mas também aos usuários dos serviços oferecidos.
Além disso, as inundações e falta de estrutura elétrica adequada acabam destruindo materiais, mobiliário e equipamentos, a unidade registrou a queima de 11 nobreaks e 2 computadores. A Politec é o único órgão da segurança pública que não recebe armas acauteladas e coletes à prova de bala. Sendo o último órgão acionado em caso de ocorrências policiais, os peritos acabam ficando expostos em cenas de crimes. Ameaças a vida são registradas constantemente, principalmente em Redes Sociais.
Em 2015, o governador Pedro Taques visitou algumas unidades, assinou os ofícios entregues pela categoria relatando todos os problemas, mas nada aconteceu.

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